Com área superior a que foi plantada em 2017, embora com menor produtividade provocada pelas condições climáticas, em Guarapuava e região, o mercado da soja está sendo compensador pelo bom preço neste momento. Ontem, quinta feira (12), os preços voltaram a subir na Bolsa de Chicago com dois dígitos a mais, chegando a R$ 77,90 a saca contra os R$ 57,10 praticados em abril do ano passado. De acordo com Dirlei Manfio, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), núcleo regional de Guarapuava, isso representa 36% sobre o valor de um ano para o outro.

“O bom preço está compensando a redução da produtividade nos 12 municípios da região de abrangência da nossa regional que passou de 4 mil quilos por hectare para 3,80 quilos por hectare.

A valorização do grão está ligada a vários fatores, entre os quais, a quebra da safra argentina, as limitações de mercado na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e no mercado interno, a valorização do dólar impulsionado pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros fatores nacionais. “O produtor produziu menos, mas vai ganhar mais”.

Segundo Manfio, a área plantada de 283 mil hectares gera uma estima de colheita em torno de um milhão e sessenta e cinco mil toneladas na atual safra que se encontra em fase final da colheita, prevista para ser concluída até o final deste mês. A exceção fica por conta do município de Prudentópolis que terminará de colher em maio por devido o prolongamento do período de plantio até 14 de janeiro.

“Houve atraso no plantio em todos os municípios da região por causa da chuva”. De acordo com o técnico do Deral, a safra enfrentou estiagem e depois excesso de chuva, além de baixa temperatura em janeiro, o que permitiu a proliferação de doença como o mofo branco, mas nada impediu que o grão chegue ao final da colheita em alta.