O protesto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento de Posseiros (MP) e dos quilombolas em rodovias da região central do Paraná completa uma semana nesta quarta-feira (13).

Nesta manhã, por volta das 10h, os manifestantes fecharam totalmente a PR-170 e a PR-459, na região de Pinhão. O bloqueio total durou 15 minutos. Depois, o sistema siga e pare foi retomado.

Nesta tarde, representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), nesta tarde, para uma nova negociação.

O grupo reivindica a posse de terras para as famílias dos assentados em Pinhão e em Guarapuava. Em Pinhão, essas áreas são de conflito entre posseiros e a empresa Madeireira Zattar, que conseguiu na Justiça a reintegração de posse.

Os bloqueios começaram na manhã do dia 6 de dezembro, no quilômetro 395 da PR-170, entre Guarapuava e Pinhão, com o MST e o MP. No dia seguinte, os quilombolas interditaram o quilômetro 38 da PR-459, que liga Pinhão a Reserva do Iguaçu.

No dia 7 de dezembro, os manifestantes decidiram pelo sistema pare e siga, liberando a rodovia a cada uma hora. Por causa da manifestação, Pinhão chegou a ficar sem combustível. Nos mercados, também houve falta de leite e de frutas.

Decisão judicial

A Justiça de Pinhão determinou, na segunda-feira (11), que fosse autorizado o acesso de representantes da ONG Abrace e Adote, que atua na proteção de animais, numa área de cerca de 290 hectares na região do Alecrim, onde houve a reintegração de posse.

O objetivo, conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), é permitir que sejam alimentados os animais que pertencem aos antigos moradores da área, já muitos permaneceram na propriedade.

Bloqueio na PR-170, entre Guarapuava e Pinhão, na manhã desta quarta-feira (13) (Foto: Victor Hugo Bittencourt/RPC)
Primeiro dia do bloqueio: integrantes do MST fecham a PR-170, entre Guarapuava e Pinhão (Foto: Victor Hugo Bittencourt/RPC)