Polícia apura caso de mulher que torturou amante do marido

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Uma jovem de 18 anos teria sido torturada por uma mulher de 50 em novembro do ano passado em Joinville. Segundo a delegada Georgia Marrianny Gonçalves Bastos, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), a jovem procurou a delegacia informando que a mulher a ameaçou e agrediu com um revólver de calibre 38. A jovem é vizinha da suposta agressora e manteria um relacionamento extraconjugal com o marido dela.

– A mulher descobriu essa relação extraconjugal e marcou um encontro com a jovem. Os filhos da senhora também foram. Eles pegaram essa menina e levaram para dentro de casa, a mantiveram algum tempo em cárcere privado e agrediram-na – conta a delegada.

A jovem também teve o cabelo cortado e raspado pelo grupo, além de lesões na orelha, rosto e olho. Após a agressão, a mulher e os filhos pegaram o celular da vítima para marcar um encontro com o suposto amante. No local combinado, o homem também teria sido agredido, mas conseguiu fugir. A jovem só foi libertada pelo grupo algumas horas depois. Ela procurou a DPCAMI para registrar boletim de ocorrência informando que, além da agressão, a família poderia possuir armas de fogo.

– Nós tipificamos (o crime) como tortura, em função da exigência da confissão (de que ela tinha um caso extraconjugal) aliada às agressões físicas e psicológicas – afirma.

Depois da investigação, a delegada solicitou o mandado de prisão preventiva e busca e apreensão nos lugares indicados pela vítima. Na casa do grupo, em um bairro da zona Sul de Joinville, não foi localizado armamento. Entretanto, em um sítio da família em Guaratuba/PR, policiais civis encontraram armas, inclusive o coldre do revólver 38 que teria sido utilizado para ameaçar a vítima.

– Não foi feito o flagrante porque até é uma situação atípica, já que os objetos foram encontrados em outro Estado e não estavam na posse do autor. Mas agora eles terão que prestar depoimento novamente – explica Georgia.

No primeiro depoimento, os suspeitos negaram ter torturado a jovem e informaram que ela teria inventado a história. Além do crime de tortura, a família também poderá responder por porte ilegal de arma de fogo.

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