A geração belga tem motivos de sobra para comemorar. Mesmo sem a conquista do tão sonhado título mundial, a Bélgica escreveu seu nome na história ao conquistar o terceiro lugar, neste sábado (14), em São Petersburgo, com a vitória sobre a Inglaterra, por 2 a 0, que consolida a melhor campanha da seleção em suas 12 participações na Copa do Mundo da Fifa.

A conquista da posição foi sem muito brilho. Em um jogo pouco movimentado contra os ingleses, o time do técnico Roberto Martínez não encontrou grandes dificuldades para conseguir a vitória, iniciada logo nos primeiros minutos de jogo com gol de Meunier e finalizada nos pés do capitão Eden Hazard. Os britânicos, por sua vez, pareciam não mostrar grande interesse no terceiro lugar do Mundial e tiveram uma atuação apática.

O jogo

Sem querer dar chance para o azar, a Bélgica tratou de resolver a parada logo cedo na Arena Zenit. Aos três minutos de bola rolando, Courtois cobrou tiro de meta e encontrou Chadli. O meia tabelou com Lukaku, foi em profundidade e cruzou na área, encontrando Meunier livre no meio dos marcadores, para ter apenas o trabalho de desviar de canela e mandar no fundo das redes de Pickford.

Os belgas tiveram boas chances de ampliar ainda na primeira etapa. Aos 11 minutos, De Bruyne invadiu pela esquerda e finalizou. A bola desviou na defesa e, por pouco, não surpreendeu o goleiro inglês, que fez ótima intervenção.

A Inglaterra tentou a resposta através do volante Loftus-Cheek, que tentou desviar de cabeça um cruzamento feito por Trippier e assustou. Pouco depois, o artilheiro Harry Kane tentou de fora da área e mandou perto da trave de Courtois. Os belgas voltaram a oferecer perigo logo depois, em chute de Alderweireld, que passou por cima do travessão.

Os britânicos seguiram tímidos na etapa final de partida. Em sua jogada característica, pelo alto, a dificuldade era evidente para criar chances de perigo. Os cruzamentos pelo chão não foram diferentes. Aos nove minutos, Lingard chutou cruzado e Harry Kane, de carrinho, por pouco não alcançou.

O brilho que faltava na partida refletia também nos artilheiros das duas equipes. Se Kane não conseguia de um lado, Lukaku não era diferente do outro. O meio-campo belga tentou por vezes acionar o atacante, que pecou até na hora de dominar a bola e foi substituído no decorrer do segundo tempo.

A queda de rendimento da Bélgica fez com que a Inglaterra conseguisse encontrar na parte final um desafogo para buscar o empate. Controlando mais a posse de bola, o time do técnico Gareth Southgate enfim assustou. E se não tinha o seu goleador, foi o volante Dier que tratou de roubar a cena como ator principal. Aos 23 minutos, ele recebeu na entrada da área e finalizou para boa defesa de Courtois. No lance seguinte, foi a vez de vencer o goleiro belga com um toque por cima, que parou no zagueiro Alderweireld salvando de carrinho em cima da linha para evitar o empate.

Quando depois de uma atuação apagada os ingleses começaram a sonhar com um empate, a Bélgica despertou para não ver ameaçada a sua melhor campanha da história. E foi nos contra-ataques que o time de Roberto Martínez reencontrou a superioridade. Aos 34 minutos, em jogada de velocidade, Meunier recebeu na direita e finalizou para ótima defesa de Pickford. Pouco depois, aos 36, os belgas finalmente chegaram ao segundo gol. Após arrancada de De Bruyne, a bola foi de encontro ao capitão Eden Hazard, que aproveitou bobeada da defesa britânica para invadir a área e bater firme, no canto direito do goleiro, dando números finais ao jogo e fechando a vitória da Bélgica.