O Cruzeiro fez valer sua superioridade e controlou o Corinthians na noite desta quarta-feira (17), mesmo com todo apoio vindo das arquibancadas em Itaquera. A Raposa, que já havia vencido o duelo em Belo Horizonte por 1 a 0, voltou a triunfar, dessa vez por 2 a 1 em uma partida marcada por interferências do VAR e se sagrou campeão da Copa do Brasil novamente.

Com a conquista, o time mineiro se tornou ao lado do Corinthians o maior campeão nacional do século 21. Além disso, o time comandado por Mano Menezes garantiu vaga na próxima edição da Copa do Brasil e R$ 50 milhões em premiação, um recorde em se tratando de competições promovidas pela Confederação Brasileira de Futebol.

O Cruzeiro entrou em campo sem surpresas. A única ausência em relação ao time que começou a partida em Belo Horizonte foi Egídio, que deu lugar a Lucas Romero. O Corinthians por sua vez iniciou o duelo desta quarta com duas mudanças importantes, em relação ao time que jogou na ida. Mateus Vital e Clayson deram lugar a Emerson Sheik e Jonathas.

E como era esperado, o jogo começou truncado no meio de campo. Muitas faltas foram marcadas nos primeiros minutos, tanto que os dois volantes do Corinthians, Ralf e Gabriel, receberam amarelo antes dos 20. Quando a bola rolou, poucas chances de gols foram criadas e os goleiros quase não trabalharam.

O primeiro a entrar em ação na partida foi Cássio, aos 22 minutos. O camisa 12 defendeu um chute de Thiago Neves. O lance animou o Cruzeiro, que seguiu no ataque. E em sua segunda oportunidade, aos 27, o placar acabou sendo aberto. Barcos aproveitou o vacilo de Léo Santos e chutou na trave. Na volta, a bola sobrou para Robinho, que emendou de primeira.

Após marcar e ampliar sua vantagem na decisão da Copa do Brasil, o Cruzeiro recuou e com uma linha de marcação compacta, conseguiu suportar a pressão esboçada pelos adversários antes do intervalo. A postura do time mineiro, apenas evidenciou a falta de qualidade do setor ofensivo do Corinthians, que insistiu, mas não conseguiu chegar ao gol de Fábio.

Para tentar corrigir os erros da primeira etapa e buscar a reação no segundo tempo, o técnico Jair Ventura promoveu algumas mudanças táticas no Timão. E elas deram resultado, pois o Corinthians voltou pressionando e levando mais perigo ao Cruzeiro, especialmente nas jogadas de bola parada.

Aos seis minutos, Ralf e Thiago Neves disputaram a bola dentro da área e o jogador alvinegro caiu, pedindo pênalti. Wagner do Nascimento Magalhães consultou o VAR e interpretou que o meia celeste tocou no adversário, confirmando a infração. Na cobrança, já aos nove, Jadson bateu rasteiro, deslocando Fábio, e empatou o duelo.

Como não poderia ser diferente, o gol ascendeu os donos da casa, que foram em busca da virada. Mas, o Corinthians voltou a encontrar dificuldade para construir as jogadas e a torcida pediu a entrada de Pedrinho. Jair Ventura ouviu os gritos das arquibancadas e colocou o jovem meia em campo, no lugar de Jonathas.

E assim como aconteceu diante do Flamengo, na semifinal logo em sua primeira participação, Pedrinho marcou. O camisa 38 aproveitou a sobra na intermediária e acertou um belo chute no ângulo de Fábio. No entanto, Wagner Nascimento Magalhães voltou atrás, após consultar o VAR e marcou falta de Jadson em Dedé na jogada anterior ao gol que seria o da virada.

Os corintianos reclamaram bastante do lance, que parece ter desestabilizado ainda mais o time. Clayson entrou em campo no lugar de Emerson Sheik e o Corinthians foi para cima. Acabou dando espaço para o Cruzeiro, que aproveitou. Aos 36 minutos, Raniel puxou contra-ataque e enfiou a bola para Arrascaeta, que tocou com categoria na saída de Cássio.

O gol do meia uruguaio, que viajou 25 horas e desembarcou em São Paulo horas antes, praticamente definiu a partida. O time mineiro passou a tocar a bola e gastar o tempo até o apito final. O Corinthians tentou encontrar forças, pressionar, mas já era tarde e teve que ver o Cruzeiro comemorar a conquista de mais uma Copa do Brasil, a sexta de sua história.

Confira a narração dos gols da partida: