Há exatamente 1 ano Feliphe Tramontine chegava no céu para impressionar os anjos com sua risada 

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 Entender a vontade e os planos de Deus não é fácil. Hoje completa hoje um ano desde o momento em que o mundo em geral, e o nosso mundo ficaram mais pobres com a sua perda. Lembro a tristeza e a revolta que sentimos nesse dia com total nitidez, e se os sentimentos mais violentos se acalmaram com o tempo, a saudade apenas aumentou.Todos os dias fazemos questão de recordar a pessoa maravilhosa que você foi, e assim será para sempre, pois sua memória jamais se apagará do nosso coração.   
 

No dia em que você nos deixou, serenava no tempo e, aos poucos, serenava também em nosso coração. As pessoas iam saindo lentamente, em silêncio, enquanto eu me deixava ficar , esperando que em uma reviravolta louca você se levantasse dizendo que era uma brincadeira de mau gosto. Sim, é absurdo, mas eu aprendi que no luto o absurdo é o comum de quem ama. Depois que todos se foram, ela veio juntamente com o silêncio e o frio: a dor pungente. Eu demorei a aceitar, mas a dor do luto é física. Ela rasga de dentro para fora, ela fere pelas entranhas, como se ela sempre tivesse estado ali e estivesse apenas esperando o momento certo para sair rasgando tudo, como um aliem cuidadosamente alojado. 

Nada que eu vivi até o momento daquela dor poderia se comparar àquele sofrimento, nada. Nem sei dizer se aquilo era sofrimento, eu acho até que aquilo ali nem nome tem. É um carrossel louco de sentimentos tão fortes que deixam a alma e o corpo abatidos de cansaço. Quando após três dias sem dormir, o corpo finalmente repousou numa cama, era como se eu tivesse travado uma luta numa arena romana. Dormimos sem querer dormir. Simplesmente, o corpo se desliga, porque sabe que se não fizer isso não suportará. Eu aprendi que o nosso corpo nos comanda no momento do luto. 

Vivendo o luto, eu precisei aprender algumas coisas. Não porque eu quisesse, mas porque foi necessário, foi parte do processo natural de adaptação. Do luto mesmo eu não queria a menor aproximação e o mínimo sinal de conhecimento, porém, eu não pude escolher. De tudo que restou em mim, a coisa que mais se sobressaiu foi a dor. É verdade, o luto dói de tantas maneiras que eu não poderia jamais imaginar e que talvez eu jamais saiba descrever. O luto doeu psicologicamente, fisicamente e espiritualmente. Eu me senti vazio ( a )  e solitário ( a ), em todos estes aspectos. Então, eu aprendi que às vezes a gente deseja morrer, tão involuntariamente, que chega a ser inocente. É apenas o desespero para aliviar a dor gritando mais alto dentro de nós.  

Feliphe Tramontini , Hoje  completa 1 ano desde o dia em que você partiu. Foram muitas horas, dias, semanas, e meses de saudade, e um inconformismo que ameaçava nunca ter fim. Como cristãos acreditamos que você está apenas do outro lado do caminho, temos a certeza de que um dia iremos te encontrar. Seus amigos, família, todos aqueles que conviveram com você aqui no mundo terreno lembram e preservam sua memória nesta data, é meu querido, ae em cima deve estar fazendo aquela bagunça e com toda certeza, impressionando os anjos com a sua risada. Fostes um bom filho, um adorável irmão, um amigo para todos os momentos, estará para sempre em nossos corações … 

 Esta breve mensagem foi publicada com o consentimento e autorização da família de Felipe Tramontini ( In Memorian ). 

” As pessoas que amamos não morrem, apenas partem antes de nós.” 

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