Os caminhoneiros e o Governo do Estado chegaram a um acordo, nesta segunda-feira (28), para liberar os combustíveis para todos os postos do Paraná. O anúncio foi feito pela governadora Cida Borghetti e vale para todos os derivados do petróleo: gasolina, etanol, óleo diesel e gás de cozinha.

“O diálogo no estado do Paraná está prevalecendo e chegamos a esse acordo para a liberação imediata dos combustíveis para todos os postos. Isso faz com que a população se sinta atendida e segura”, disse a governadora.

Outro acordo firmado na reunião foi em relação ao eixo suspenso dos caminhões nos pedágios. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) já notificaram as concessionárias para a isenção da cobrança.

A greve dos caminhoneiros chegou ao oitavo dia nesta segunda-feira (28). Pela manhã, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR) já havia informado que entrou com liminares para garantir o desbloqueio de todas as bases de distribuição de combustíveis no Paraná. A primeira liminar saiu ontem à noite em Curitiba.

A partir da liberação completa da refinaria de Araucária e das bases das distribuidoras, a normalização do atendimento deve ocorrer entre sete dias e duas semanas. Nas próximas horas deve ser crescente o número de postos que voltem a ter combustível.

Fim de greve?

Questionado sobre o que falta para o encerramento do movimento, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais e secretário geral da Federação Nacional dos Transportadores (Fenacam), Plínio Dias, disse que a proposta do presidente Michel Temer não foi suficiente. “A tabela de frete por km rodado pode ser vantajosa para viagens longas, mas não é para os motoristas em portos. Pegamos, então, a opinião dos trabalhadores e, se a gente aceitar a proposta, não estaremos alcançando nosso objetivo”, afirmou.

Dias também confirmou que a categoria agora pede a redução de todos os combustíveis. “Pedimos redução de 30% dos combustíveis em geral. Se táxis, ubers e motociclistas nos apoiaram, é hora da gente apoiar as demais categorias também. Não é que mudamos a pauta, queremos R$ 0,30 de redução na bomba”, concluiu.