Está marcado para o dia 28 de setembro, às 8h30, em Ponta Grossa, o julgamento de Maria Geni Lourenço de Oliveira, de 42 anos de idade. Ela é acusada de ter degolado a própria filha, com apenas três dias vida, no quintal da residência onde vivia no bairro Contorno.

O crime foi cometido em março de 2016. A mulher tentou esconder o corpo embaixo de restos de telhas. Ela foi presa em flagrante, encaminhada a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, e posteriormente transferida para Curitiba por medida de segurança.

A mulher teria Maria Geni permanece em um estabelecimento específico para pessoas com doenças mentais.

Em entrevista ao portal aRede e ao Jornal da Manhã assim que foi presa, a mulher confessou a autoria e deu detalhes do crime. “Era quase meia-noite. Eu matei ela, enrolei em um plástico preto e deixei no quintal”, contou, sem esboçar nenhum sentimento. A Polícia Militar (PM) informou na época que Maria Geni teria utilizado um pedaço de madeira para apoiar a criança e a degolado com uma faca de cozinha.

“Eu lavei a faca e guardei em cima do guarda-roupas”, explicou na sequência da entrevista. Divorciada, a mulher já comentava que sofria de depressão. “Eu tomo remédio, mas estava há três dias sem tomar”, declarou.

A defesa de Maria Geni será conduzida pelo advogado Leandro Ferreira do Amaral. “Vamos nos apoiar em um atestado médico que comprava a insanidade mental. Esse laudo foi elaborado por um perito nomeado pelo juízo. O médico constatou que no momento do crime ela não tinha consciência do que estava fazendo”, alegou.

A mulher será julgada por homicídio duplamente qualificado. “Tentaremos quebrar essas qualificadoras. Buscaremos a absolvição da mesma”, finalizou Amaral.