O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que o apagão ocorrido na tarde desta quarta-feira, 21, atingiu áreas em todas as regiões do País, embora tenha se concentrado nas regiões Norte e Nordeste.

Por meio de nota, o ONS, que é o órgão federal responsável por gerenciar a fiscalizar a entrega de energia em todo o Brasil, informou que, às 15h48, “uma perturbação” no Sistema Interligado Nacional (SIN), a rede nacional de distribuição de energia, causou o desligamento de cerca de 18 mil megawatts (MW), majoritariamente localizados nas regiões Norte e Nordeste. Esse volume correspondia a 22,5% da carga total do sistema naquele momento.

Por causa desta queda, um esquema regional de alívio de carga entrou em operação, atingindo as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com corte automático de consumidores no montante de 4.200 MW. “Os sistemas Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficaram desconectados do Norte e Nordeste”, informou o Operador.

Segundo o ONS, às 16h15 já havia sido realizada a recomposição de praticamente toda a carga no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “As equipes do ONS estão neste momento dedicadas à recomposição dos sistemas Norte e Nordeste, já em curso. As causas de desligamento estão sendo investigadas”, declarou.

Atualização

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) se posicionou por meio de nota sobre a ocorrência:

“Por conta da ocorrência de um grande desligamento automático no Sistema Interligado Nacional (SIN) nas regiões Norte e Nordeste do País, houve oscilações na transmissão de energia no Paraná. Entretanto, o Estado não registrou apagão. Para evitar colapso no SIN, houve alívio de carga em algumas localidades do Estado. Isto significa atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC). O ERAC atuou no Paraná as 15h48, e as 16h07 todos os consumidores já estavam com a energia elétrica restabelecida.

O que é alívio de carga (ERAC)?

Quando acontece falta um grande bloco de geração de energia no SIN, a transmissão de energia é afetada. Para que o sistema volte ao normal, são desligados de maneira automática e estratégica, pelo próprio SIN, circuitos que têm menos impacto à distribuição de energia (circuitos com poucos consumidores, nos quais não estejam ligados hospitais, escolas, circuitos rurais, entre outros) em todo o País”.