Diretor e professora são afastados após polêmica com exposição em escola

O diretor e uma professora do Colégio Estadual Dom Geraldo Fernandes, no município de Cambé, no norte do Paraná, foram afastados do cargo devido a uma exposição de arte que gerou polêmica.

Segundo a Secretaria da Educação do Paraná (Seed) o afastamento tem o prazo 30 dias e e após o período estabelecido será realizada uma sindicância para novas definições.

A mostra abordou temas como aborto, suicídio, abuso sexual e intolerância religiosa. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso, após uma denúncia do pai de um dos alunos. A polícia investiga se o conteúdo aplicado pelos educadores tem algum tipo de apologia.

A exposição ficou em um espaço da escola aberto para o público. De acordo com o colégio, a exposição foi desenvolvida por alunos do 3º ano do ensino médio com base na matriz curricular. Os temas foram escolhidos pelos próprios alunos.

“Cabe lembrar que os assuntos não foram escolhidos de forma aleatória, mas representam problemas cotidianos enfrentados pela comunidade escolar, que lida diariamente com episódios como automutilação de alunos, gestação na adolescência, casos de abortos relatados pelas alunas, discentes com tendências suicidas, relatos de assédio e abuso sofridos pelos menores em ambientes diversos”, afirma nota divulgada.

Por meio de nota, a App-Sindicato, que representa os professores se posicionou contra os afastamentos. “Tal atitude não tem amparo legal para tal afastamento, que se baseia pura e simplesmente em vídeo e denúncia divulgada nas redes sociais realizada de maneira equivocada e fora do contexto da vida escolar”, afirma.

O tema foi levado para discussão a Assembleia Legislativa do Paraná, pelo deputado Tiago Amaral (PSB).