Com profunda tristeza acompanhamos o lamentável despejo ocorrido neste dia. Não entramos no mérito no que se refere ao direito invocado para conceder a ordem tão pouco a legitimidade de quem está cumprindo. Lamentamos o caminho escolhido como solução do conflito.

Todos sabemos que a reintegração não resolve o problema e ainda cria outras tantas conseqüências econômicas e sociais negativas para um município cheio de desempregados e pessoas de baixa renda. Não podemos concordar com isso. Precisamos de autoridades e não de “Pilatos” que lavam as mãos se pautando pelas formalidades sem se preocuparem com a justiça.

Talvez neste caso exista um conflito entre direito e justiça e com o cumprimento da reintegrações a justiça esta sendo suplantada. A tutela da propriedade improdutiva descompromissada com o desenvolvimento social e econômico do município se sobrepõem ao direito a vida e a dignidade humana.

A forma de cumprimento se parece mais com um ato de vandalismo do que ato judicial, situação que repudiamos. Estamos levantando e organizando estrutura de abrigo, comida e apoio aos despejados ao mesmo tempo convocamos a comunidade para um ato de solidariedade para diminuir o sofrimento das pessoas atingidas.