Quem está com o nariz e os olhos coçando e a garganta seca deve estar pensando o que pode estar acontecendo por aqui. Se estes sintomas aparecem em dias mais quentes e secos, eles podem indicar uma alergia ao pólen. A floração do capim, normal para esta época do ano, está gerando um nível maior de pólen no ar.

O alerta apareceu no site The Weather Channel, que traz a previsão do tempo para o mundo todo e apontou, em Curitiba, um nível alto de pólen no ar. A reportagem do Massa News consultou a professora Leila Teresinha Maranho, professora do curso de Biologia da Universidade Positivo, sobre o assunto. Ela esclarece que a quantidade de pólen realmente pode ser alta nesta época do ano em função da floração do capim encontrado, por exemplo, nos terrenos baldios, espaços públicos e margem de rodovias.

“Aqui em Curitiba, o fenômeno está ligado mais ao capim em geral. Como as flores não são muito atrativas, a polinização acontece pelo vento. O capim produz muito pólen, para aumentar a chance de polinização. Este tipo pólen é bastante leve, para poder voar. É uma estratégia da planta para poder se propagar”, explica Leila.

De acordo com a professora, o janeiro chuvoso não influencia na disseminação do pólen. Basta um tempo um pouco mais seco e quente para o pólen secar rapidamente e começar a voar.

Leila ainda conta que a polinização do capim é diferente do que das plantas que dependem de animais para isto, o que normalmente acontece na primavera. No caso do capim, os brotos aparecem no fim da primavera e começam a florescer a partir da metade do verão.

A alergia ao pólen não deve ser subestimada. O médico clínico geral do Hospital Vita, João Luiz Carneiro, afirma que os sintomas mais frequentes são coceira nos olhos e no nariz, garanta seca, tosse e falta de ar. No entanto, em casos mais graves, podem agravar quadros de asma. “Não existe outra recomendação a não ser procurar seu médico, ainda mais para aquelas pessoas que já têm problemas graves de alergia”, comenta.