GERAL

Endividamento de paranaenses cai em fevereiro, segundo pesquisa

08 de março de 2018
A quantidade de famílias paranaenses com algum tipo de dívida caiu em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior. O índice de endividamento é de 86,8% entre as famílias que vivem no Estado. A queda foi de 3,44% na comparação mensal. O nível registrado em fevereiro de 2018 ficou pouco acima do patamar verificado em fevereiro de 2017 (86,8%). O endividamento das famílias paranaenses ficou bem acima da média nacional, que foi de 61,2% no mês de fevereiro de 2018. Os dados estão na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR) nesta quinta-feira (8). Conforme o levantamento, a maior concentração de dívidas está nas famílias de maior poder aquisitivo: 90,5% delas possuem dívidas a longo prazo, contra 86% entre as famílias de menor renda. O cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida e atinge 72,1% das famílias paranaenses. Em seguida, figuram na lista o financiamento de carro (10,2%) e financiamento imobiliário (8,8%). Nível de endividamento A pesquisa apontou que, de maneira geral, 26,7% dos paranaenses se sentem muito endividados, enquanto no âmbito nacional o percentual é de 13,6%. Os que se sentem mais ou menos endividados somam 45% no estado e 23,4% no Brasil. Aqueles que se sentem pouco endividados representam 15,2% no estado, contra 24,2% no cenário nacional. Os que não se enquadram em nenhum tipo de dívida citado na pesquisa somam 13,2% no Paraná e 38,7% no País. Contas em atraso Já em relação a contas em atraso, o levantamento apontou uma ligeira queda, de 30,6% em janeiro deste ano para 29% em fevereiro entre as famílias paranaenses. A falta de condição de pagamento dos débitos também teve redução, de 11,4% em janeiro para 11,1% em fevereiro. Entretanto, os índices verificados em 2018 são maiores do que os registrados em 2017 nas duas situações: 26,5% em contas em atraso e 10,8% na falta de condições de pagamento. As famílias de baixa renda são as que mais possuem dificuldade de pagar as contas em dia: 31,4% daquelas com renda até 10 salários mínimos. O percentual de famílias que não têm condições de pagar suas dívidas também é maior entre as classes C, D e E, com 11,6%, contra 7,7% nas classes A e B.
PB Agência Web