A Igreja da Diocese de Guarapuava viveu neste sábado (23) um momento de muita emoção. Os irmãos Anderson Carlos Ramos e Emerson Luiz Ramos foram ordenados sacerdotes. A ordenação foi feita pelas mãos e oração do bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva.
Anderson foi ordenado padre da Congregação Passionista, enquanto Emerson foi ordenado sacerdote diocesano. Ambos são naturais de Guarapuava e têm forte ligação com a Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores, onde ocorreu ordenação.
Anderson conta que toda sua iniciação cristã aconteceu na Paróquia Santa Cruz. ?Minha vida inteira foi ali. Batismo, Eucaristia, Crisma, tudo aconteceu na Santa Cruz?, recordou. A caminhada até a ordenação, porém, foi marcada por desafios. Anderson ingressou no seminário em 2015, mas precisou interromper a formação poucos meses depois. O desejo de seguir a vocação, no entanto, permaneceu vivo. Em 2016, retornou ao seminário e deu continuidade ao processo formativo.
A trajetória passou por diversas etapas e cidades. O propedêutico foi realizado em Cascavel; o postulantado e os estudos de Filosofia aconteceram em Colombo, na região metropolitana de Curitiba; o noviciado foi em São Luís de Montes Belos, em Goiás; e a formação teológica ocorreu no Rio de Janeiro, onde cursou Teologia na PUC-Rio durante quatro anos. Já como diácono, retornou a Colombo para atuar pastoralmente em paróquias da congregação.
A história vocacional dos irmãos Ramos está diretamente ligada à presença da Congregação Passionista na Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores, que durante mais de três décadas foi administrada pelos religiosos passionistas.
Ao recordar a convivência com Emerson, Anderson fala com simplicidade e bom humor sobre a infância dos dois irmãos. ?Irmão é sempre irmão. Sempre vai um judiar do outro, tirar sarro, arengar?, brincou. Apesar das dificuldades familiares e da separação dos pais, ele define a infância como ?uma infância sadia?, marcada pela espiritualidade vivida dentro de casa. Emerson estará completando, no dia da ordenação, 38 anos de idade.
A participação na Igreja começou cedo. Enquanto Emerson gostava de atuar como coroinha, Anderson se envolvia no coral da paróquia. Aos poucos, a vida comunitária e a convivência com a fé foram fortalecendo o discernimento vocacional.
