ESPORTES

Torcedor colorado de Mangueirinha cria dois poemas após gesto de solidariedade da dupla Gre-Nal

07 de julho de 2019

Por motivo das fortes noites geladas na capital gaúcha, o Internacional abriu o gigantinho para receber desabrigados. A ação é bem vista até mesmo pelo Grêmio que resolveu entrar no espírito solidário com os moradores de ruas e encheu dois ônibus com colchonetes, agasalhos e mantimentos para os moradores de ruas. 


Diante disso, Alan Barroso Vieira 29 anos, professor e acadêmico de Direito, atualmente trabalhando na Secretaria de Educação do município de Mangueirinha no Paraná, sentou em frente seu computador e durante alguns minutos na manhã desta sexta-feira desenvolveu o poema que vem chamando atenção nas redes sociais: 


“Esfriou aqui no sul 


Frio de “renguear cusco”, 


Mas vi algo muito lindo 


Confesso, levei um susto. 


Pra todos que precisam 


Neste dia muito gelado, 


Levanta-se um gigante 


Codinome Colorado. 


Aqueles que moram na rua 


Sem rumo, sem caminho, 


Não te sinta abandonado 


Segue lá pro Gigantinho. 


Coisa de ser humano 


Feito de coração, 


Tu se mostra um gigante 


Quando ajuda teu irmão. 


Tua história é monstruosa 


Feita de gente bagual, 


Lembra equipe que te trouxe 


O tão sonhado Mundial. 


Independente de opinião 


Sem clubismo ou vaidade, 


Tem lugar certo no céu 


Quem age com caridade. 


Enquanto escrevia o poema 


Senti um certo arrepio, 


A Deus eu sempre agradeço 


Era de emoção, não de frio. 


Que isso sirva de lição 


Quem muda o mundo, é a gente! 


Sigo um pouco mais feliz 


Meu Colorado é diferente.” 


– Alan Barroso Vieira 


Após isso, enviou para a fan page “Gigante Colorado da Beira Rio” onde o poema ganhou compartilhamentos e curtições. Muitos comentários com elogios e parabenizando o criador do poema e também ao Internacional pela ação desenvolvida no Gigantinho. 


O mesmo morador do Paraná, gostou do que viu e achou que também deveria criar um outro poema contando a história da bonita ação entre os dois clubes rivais que deixaram a rivalidade de lado. 


Confira abaixo o novo poema: 


Ah se a vida fosse feita 
De “canha”, carne, chimarrão, 
Poesia, gaita aberta, 
Gente boa e violão. 


Mas de novo, outra surpresa 
E que ninguém me leve a mal, 
São as boas ações unindo 
Peleias históricas do Grenal. 


Não tem como negar 
A gente fica emocionado, 
Na cancha a gente briga 
Mas depois anda abraçado. 


“Até a pé nós iremos” 
Medo, não há nesse dialeto, 
“Feitos relevantes” 
Unidos por quem não tem teto. 


Que isso sempre aconteça 
Duas potências mundiais, 
E quando a causa for nobre 
Esqueçam que são rivais. 


Um, não vive sem o outro 
Outro, não é nada sem o um, 
Mas se for pra ajudar 
O pensamento é comum. 


Outros clubes me desculpem 
Muito, não quero me gabar, 
O mundo está muito mudado 
Precisamos nos ajudar. 


Num lapso de pensamento 
Do Rio Grande tão querido, 
Não fosse esses dois clubes 
Do sul teriam esquecido. 


Pra quem não está gostando 
Desses versos de união, 
Sou Colorado e tenho “amigo” 
Tricolor como um irmão. 


Foi tão belo o feito da dupla 
E por ver tanta gente contente, 
O vizinho alvirubro fez igual 
É o Clube Atlético River Plate. 


Assim, eu digo e repito sem medo 
Pois o tempo não espera, 
E que “sirvam nossas façanhas 
De modelo a toda terra” 


– Alan Barroso Vieira 


 
Informações - Revista Colorada  


  


 


 


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